1ª Parte da Doutrina de Deus.

1. É possível definir Deus?

De forma plena não, pois o finito jamais poderá definir o infinito. Os teólogos definem na tentativa de auxiliar o homem na compreensão de Deus. Vejamos algumas definições:

“Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que em santo amor cria, sustenta e dirige tudo.”
(A.B. Langston)

“O Deus revelado nas Escrituras é um Ser Pessoal, auto-existente e auto-consciente, Criador do Universo, fonte de toda vida e bênção. Resumindo: Deus é Espírito, é Puro, é Pessoal e infinito.”
(J. D. Douglas)

2. Qual a natureza de Deus?

De acordo com a definição de Langston, Ele é “Espírito Pessoal” .

3. Qual o caráter de Deus?

Ele é “perfeitamente bom”.

4. Qual a relação de Deus com o universo?

“Cria, sustenta e dirige tudo” (SI 24:1,2; Cl 1:15-17; Hb 11:2,3)

5. Quais as objeções sobre a existência de Deus?


O ateísmo consiste na negação absoluta da ideia de Deus. Visto que são os ateus que se opõem às convicções mais profundas da raça humana, a responsabilidade de provar a não existência de Deus recai sobre eles. Suas principais objeções são as seguintes:
a) Objeção Intelectual: ‘‘Esta parte daqueles que, observando o universo, acham que é desnecessária a existência de Deus. Tudo se move com regularidade em seus eixos. Acham que não é necessário afirmar mais que uma lei natural”. Para eles tudo funciona pelas leis naturais do universo e a lei da evolução basta para explicar o seu desenvolvimento.
b) Objeção Moral: Esta é mais séria e baseia-se na presença do mal no universo. O mal é contrário à bondade perfeita de Deus e não pode ser aprovado por ele. Há um abismo intransponível entre Deus e o mal. Por isso, dizem “Se há um Deus, ele não é onipotente, e se ele é onipotente, logo não é bom. Se ele é bom e onipotente, porque não acaba com todos os padecimentos, injustiças, guerras e todas as misérias da humanidade?” A existência de tudo isso, dizem eles, “deve-se ou à impotência de Deus ou ao seu indiferentismo”.
“Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação…”
(SI 14:1 e 53:1)
6. Como provar a existência de Deus? Quais argumentos podemos usar?
Há evidências incontestáveis a respeito da existência de Deus. Podemos relacionar as seguintes:

a) Argumento da Criação: A razão argumenta que o universo deve ter tido um princípio. Todo efeito deve ter uma causa suficiente. O universo, sendo o efeito, por conseguinte deve ter uma causa. Principalmente se considerarmos a extensão do universo.

b) Argumento do Desígnio: O desígnio e a formosura evidenciam-se no universo. O desígnio e a formosura implicam um Arquiteto dotado de inteligência suficiente para explicar sua obra.

 

COMENTÁRIO

 

 

“Cientistas reconhecem que há um desígnio na natureza”Em seu livro “The Blind WatchmaKer” (O Relojoeiro Cego), o Zoólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, um destacado evolucionista, chama a biologia de “o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido criadas com algum propósito”. Uma célula, a menor unidade viva, chega a ter 100.000 moléculas, e 10.000 reações químicas interrelacionadas simultâneas. As células não podem ter surgido pôr acaso. Darwkins admite que “Cada célula contém, no seu núcleo, um banco de dados digitalmente codificado que é maior do que a soma de
todos os 30 volumes da Enciclopédia Britânica” .

E isso equivale apenas a uma célula. Há trilhões de células no corpo humano, milhares de tipos diferentes, operando em relacionamentos incrivelmente complexos e delicadamente equilibrados.
“Toda a beleza, harmonia e perfeição do universo e
a complexidade do corpo humano seriam
impossíveis sem a presença de uma inteligência por
traz planejando e executando tudo. Somente a
existência de Deus pode explicar estas realidades”.
 

c) Argumento da Natureza do Homem: O homem dispõe de natureza moral, isto é, a sua vida é regulada por conceitos do bem e do mal. Ele reconhece que há um caminho reto de ação que deve seguir e um caminho errado que deve evitar. O homem, sendo um ser moral e dotado de livre arbítrio, nos leva a concluir que há um Legislador que idealizou uma norma de conduta. Se o homem fosse simplesmente matéria, seria impossível este dotar de uma consciência, valores morais, sentimentos, etc.

d) Argumento da História: A marcha dos eventos da história universal fornece evidências de um poder e duma providência dominantes. “Os princípios do divino governo moral encontram-se na história das nações tanto quanto na experiência dos homens” (D. S. Clark). A história bíblica foi escrita para revelar Deus na história, isto é, para ilustrar a obra de Deus nos negócios humanos (SI 75:7; Dn 2:21 e 5:21).

e ) Argumento da Crença Universal: A crença na existência de Deus é praticamente tão difundida quanto a própria raça humana. “Como é do conhecimento de todos os antropólogos, já foi para o limbo das controvérsias mortas…todos concordam que não existem raças, por mais primitivas que sejam, totalmente
destituídas de concepção religiosa…” (Jevons, autoridade no assunto de raças e religiões comparadas).

 
COMENTÁRIO
 

“Visto que são os ateus que se opõem às convicções mais profundas da raça humana, a responsabilidade de provar a não existência de Deus recai sobre eles”. Com este argumento, transferimos a responsabilidade para os ateus e mostramos que estes estão em discordância com a raça humana.

Certa vez um ateu disse a um rabino: “Te dou uma moeda se você me mostrar onde Deus está”. Ao que o rabino respondeu: “E eu te dou duas moedas se me mostrar onde Deus não está”.

7. Na relação de Deus com o universo, o que é Transcendência?

 
Transcendência: É Deus separado de toda a criação, como um Ser Independente e auto-existente (Is 40:12-17).
8. Na relação de Deus com o universo, o que é Imanência?

Imanência:
É a capacidade de Deus em vir ao encontro da criação, do homem, é sua presença difundida e seu poder dentro de sua criação (SI 139:7-10; Is 57:15, 66:1,2 ). “Transcendência sem imanência nos daria deísmo, e imanência sem transcendência nos daria panteísmo… as duas coexistem em Deus.” (Langston)

9. Qual o significado do termo teológico Teofania?


Aparição ou revelação da divindade.
10. Qual o significado do termo teológico Epifania?

É a maneira pela qual Deus se revela tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A epifania através do Filho Jesus Cristo é a mais perfeita de todas as maneiras de revelação (Tt 2:11, 3:4; Hb 1:1,2).
 
11. Qual o significado do termo teológico Antropomorfismo?
 
É uma figura de linguagem utilizada pelos escritores da Bíblia em que as característica físicas do ser humano são atribuídas a Deus, apesar Dele se revelar como Espírito não limitado ao tempo e ao espaço por um corpo físico (Is. 59:1; 66:1-2).
 

12. Qual o significado do termo teológico Antropopatia?


Sentimentos humanos aplicados a Deus, como por exemplo:
“então, se arrependeu o Senhor…”
( Gên. 6:6).
13. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Teísmo?

A crença em um Deus Pessoal, tanto imanente quanto transcendente que existe nas Três Pessoas distintas da Trindade. É a posição do teísmo cristão. Esta é a posição correta acerca de Deus pois se baseia na Escritura Sagrada.
14. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Ateísmo?

Teoria que nega a existência de Deus.
15. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Deísmo?

Admite que Deus criou e depois da criação se afastou e entregou o mundo para ser governado pelas leis naturais (negação da imanência).16. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Panteísmo?

É a crença de que Deus está em todas as coisas e todas as coisas são Deus. Confundindo Criador com criação (negação da transcendência).

17. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Politeísmo?


Crença na existência de vários deuses.
18. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Agnosticismo?

Expressão originada de duas palavras gregas que significam “não e saber” . O agnosticismo nega a capacidade humana de conhecer a Deus. Segundo este pensamento, a mente finita não pode alcançar o infinito.
 

19. Qual o significado da seguinte crença acerca de Deus: Materialismo?

Nega qualquer distinção entre a mente e a matéria. Afirma que todas as manifestações da vida e da mente e todas as forças são simplesmente propriedades da matéria. “O pensamento é secreção do cérebro como a bílis é secreção do fígado”.
Fonte:
CAMPOS, Geraldo M. Teologia em
Perguntas e Respostas:
1ª Ed. Minas Gerais.

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