Leitura Bíblica Salmos 70

Graça e Paz!
POR MUITAS VEZES ESTAMOS IGUAL AO SALMISTA NO SALMOS 10, PEDINDO AO SENHOR QUE SE APRESSE EM NOS SOCORRER, ESSE ESTAGIO DA VIDA É UMA DAS SITUAÇÕES MAIS RUIM NA VIDA DE UM CRENTE POIS DEUS SABE O QUE FAZ, MAIS DIANTE DAS LUTAS PENSAMOS QUE ESTAMOS SÓ E QUE NÃO VAMOS SUPORTAR, AI ELE VEM  E MUDA O QUADRO DA SITUAÇÃO E ACABAMOS FICANDO DE POSSE DA VITORIA.

Que 2013 possa ser um ano de muitas benção na sua vida!
Rynaldo Ribeiro

Leitura Bíblica Salmos 70

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A importância de ler a Bíblia. Parte 2

A importância de ler a Bíblia. Parte 1

Amados, Paz do Senhor vamos continuar a falar um pouco sobre o livro SAGRADO.
Que possamos amar a palavra assim como o salmista: OH! quanto amo a tua lei é a minha meditação em  todo o dia( salmos 119. 97). E que desejamos afetuosamente o leite racional para que por ele cresçamos
( 1 Pedro C.2 V.2.) È a palavra de Deus que nos guia nesse mundo tão corrompido (salmos 119.105) Continuemos a ler a palavra e seremos como arvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá a sua estação própria, cuja folhas não caem e tudo  quanto fizermos prosperará.(salmos 1. 2,3) Na Bíblia há um rei que proibiu o povo de comer pão, que faz analogia(figura) da palavra, que tal lermos essa SEMANA em 1Samuel C14.V24 ao 35.Vamos nos esforçar nem chega a 10 minutos lendo, esse capitulo. É MUITO INTERESSANTE
Próxima postagem vamos acompanhar a ultima parte dessa coluna. 
Fique com Deus!
Tatyane Soares!

A importância de ler a Bíblia. Parte 2

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A problemática entorno do arrependimento e fruto

A problemática entorno do que é ‘arrependimento’ está em determinar qual o conceito de ‘fruto do arrependimento’ que João Batista utilizou. O fruto não diz das ações dos homens, antes diz do fruto dos lábios, ou seja, o fruto do arrependimento é o que se professa através da boca.“Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas” ( Hb 6:1 )

 O Arrependimento para salvação

A mensagem de João Batista, o homem comissionado para preparar o caminho do Senhor Jesus, foi o primeiro a anunciar a necessidade de arrependimento ( Mt 3:1 -8), e este também foi o ponto principal da mensagem de Cristo ( Mt 4:17 ).

A importância do arrependimento é tamanha que os apóstolos não deixaram de anunciá-lo ( Mc 6:7 -13 ; At 2:38 ; At 20:20 -21).

Ora, como a mensagem de João Batista tinha o fito de preparar (preparar) o caminho do Senhor, não podemos negar que a mensagem de arrependimento visa preparar a compreensão dos homens para a mensagem de Cristo ( Mt 3:3 ).

O apóstolo Paulo demonstra que Deus não leva em conta o tempo da ignorância, porém, com o advento do Messias, em tempo aceitável todos os homens, sem exceção, são notificados a se arrependerem ( At 17:30 ).

No que consiste o arrependimento

A palavra arrependimento é a tradução da palavra grega “metanoia” que significa “mudança de mente, mudança de pensamento ou de ponto de vista acerca de uma matéria”. Significa possuir outra atitude mental, outra concepção, que geralmente vem através de uma revolução no ponto de vista que o homem possui.

O arrependimento se dá por um motivo palpável, pois a palavra da qual ‘arrependimento’ é a tradução no Novo Testamento, tem como sentido primário ‘reflexão posterior’, e como sentido secundário ‘mudança de pensamento’, ou seja, arrepender-se é refletir e mudar de concepção.

Do ponto de vista humano, o homem se arrepende de algo que pretendia fazer ou de algo que já fez. Ora, para se arrepender de algo que já praticou ou que iria fazer, num primeiro instante é necessário um motivo que leve a reflexão e, posteriormente, a uma mudança de pensamento.

Do ponto de vista bíblico, o arrependimento não é diferente, visto que a necessidade de arrependimento é motiva pela chegada do reino dos céus “… porque está próximo o reino dos céus” ( Mt 3:2 ).

Cristo é o motivo apresentado por João Batista que haveria de trazer uma revolução no modo de pensar a salvação. A mensagem de Cristo é revolucionária, visto que desconstruía questões bem definidas pelos judeus de como alcançar a salvação, tais como: ser filho de Abraão, ser seguidor da lei.

A visão do Messias é revolucionária, visto que, qualquer homem que repousava no fato de ser descendente de Abraão precisava mudar radicalmente o seu conceito, deixando de presumir por si mesmo como se alcança a salvação, abraçando o que é proposto por Cristo ( Mt 3:9 ).

 Frutos do arrependimento

De acordo a bíblia, qual o fruto digno de arrependimento?

Esta resposta demanda uma análise mais aprofundada do texto de João Batista com um raciocínio critico.

Em nossos dias as pessoas procuram o fruto do arrependimento nas ações dos homens, mas não foi por questões comportamentais que João Batista protestou contra os escribas e fariseus que vieram ao batismo, visto que, posteriormente, o próprio Senhor Jesus disse que estes religiosos pareciam justos aos olhos dos demais homens.

A problemática entorno do que é ‘arrependimento’ está em determinar qual o conceito de ‘fruto do arrependimento’ que João Batista utilizou. O fruto não diz das ações dos homens, antes diz do fruto dos lábios, ou seja, o fruto do arrependimento é o que se professa através da boca.

Por exemplo: Os escribas e fariseus professavam que eram filhos de Deus por serem descendentes de Abraão, porém, caso se arrependessem, deveriam professar que eram filhos de Deus pela fé no Descendente de Abraão, que é Cristo, o reino de Deus entre os homens.

No entanto, não foi isto que João Batista presenciou, visto que os escribas e fariseus que vinham e eram batizados, continuavam professando segundo as suas próprias presunções: Temos por Pai Abraão.

Quando há uma revolução no modo de pensar o homem deixa o que presumia e abraça um novo conceito. Deste modo, passa a professar uma nova doutrina, um novo pensamento, o que demonstra que se arrependeu de fato.

No que tange a salvação, os lábios de quem verdadeiramente arrependeu-se professa a Cristo ( Hb 13:15 ), pois este é o fruto dos lábios criado por Deus ( Is 57:19 ). Como a boca fala o que há em abundância no coração, certo é que, aqueles que receberam a semente do evangelho produzem a 30, 60 e 100, pois está ligado à oliveira verdadeira “Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta” ( Mt 3:23).

Obras mortas

Quando o homem se arrepende, ele muda sua concepção acerca de como se alcança a salvação em Deus. É neste momento que o homem torna-se discípulo e passa a ser um só corpo com Cristo, e a Verdade o torna livre do pecado ( Jo 8:31 -32). Através da união (conhecer) com Cristo, a verdade que liberta, o homem é de novo gerado e, nesta geração compartilha de uma nova natureza e, por conseguinte, passa a professar segundo o que aprendeu de Cristo: esse é o fruto genuíno, pois está ligado à oliveira verdadeira ( Mt 3:9 ).

Quando se professa a verdade do evangelho segundo as escrituras, o homem produz o fruto da mudança de pensamento, mas, em nossos dias, não se busca este fruto proveniente de Deus, antes os homens imersos na religiosidade buscam o fruto do arrependimento única e exclusivamente nas ações dos homens ( Is 57:19 ; Os 14:8 e Jo 15:5 ).

Muitos cristãos consideram que, se houver mudança de comportamento, houve arrependimento, porém, é bem certo que, se não houve mudança de concepção, surgiu somente mais um hipócrita no mundo, pois somente o exterior foi limpo, e o interior está cheio de rapina ( Mt 23:25 ).

Muitos judeus diziam ‘crer’ em Cristo, porém, quando lhes foi oferecido liberdade, rejeitaram-na, pois a mudança de compreensão (arrependimento) não ocorreu neles ( Jo 8:33 ). Rejeitaram a Cristo e continuaram a professar que eram filhos de Deus por serem descendentes da carne de Abraão ( Jo 8:38 ).

João Batista foi comissionado para preparar o caminho do Senhor, ou seja, tinha a missão de aplainar, tornar a mensagem de Cristo compreensível ao seu povo. Ele deixou bem claro em seu ministério que, não basta ao homem judeu dizer que tem por pai a Abraão, porém, os judeus não mudaram de concepção.

Qualquer mudança comportamental, qualquer transformação nas disposições internas do indivíduo, ou o simples fato de dizer que crê em Cristo ( Jo 8:31 ), mas permanecendo a confiança de que jamais foi escravo de ninguém (pecador), não passa de obras mortas.

Isto porque as boas ações dos homens só são aceitas por Deus quando se está unido a Ele. Fora d’Ele, as obras dos homens são mortas, visto que quem as produziu também está morto para Deus.

“Arrependei-vos e crede no evangelho” ( Mc 1:15)

A ordem é objetiva: arrependei-vos, ou seja, abandonem a concepção de vocês e descansem (crede) nas boas novas do evangelho. Deixem de dizer (fruto dos lábios) somos descendentes de Abraão, e crede no Descendente de Abraão.

Quando a bíblia recomenda o arrependimento, não diz que os pecadores devam arrepender-se de suas ações, antes que os pecadores mudem de concepção (metanoia) em decorrência da chegada do reino dos céus.

Observe o que Jesus disse dos fariseus: não vim chamar os justos, ou seja, os religiosos que praticavam ações justas aos seus próprios olhos, mais sim os pecadores, aqueles que não se refugiavam em suas ações e origem carnal, ao arrependimento “E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento” ( Mc 2:17 ).

Ou seja, a mensagem de arrependimento não alcançam aqueles que se acham justos e que possuem práticas que os mantém separados dos demais homens. Antes, a mensagem de arrependimento é para os que sentem necessidade de Deus “Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento” ( Lc 5:32 ); “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” ( Lc 15:7; Mc 2:16 ).

Por que os fariseus rejeitavam a Cristo? Porque entendiam que eram justos em decorrência de suas obras, porém, por não estarem em Deus, as suas obras eram más. Como tinham obras que os faziam parecerem justos aos olhos dos homens, rejeitavam a Cristo “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” ( Mt 23:28 ).

Nos cristãos cumprem-se as palavras de Cristo: qualquer que vem a Cristo (luz) pratica a verdade e, consequentemente as suas obras são feitas em Deus, pois é gerado de Deus ( Jo 3:21 ; Ef 2:10 ).

A história

Segundo o que testificou Charles Haddon Spurgeon, à sua época havia cristãos excelentes, os quais ele criticou,pois testificavam que arrepender-se é mudança de mente “Conheço alguns irmãos bem excelentes — aprouvera a Deus que houvesse mais desses irmãos — que, em seu zelo por pregar a fé simples em Cristo, têm sentido um pouco de dificuldade no assunto do arrependimento. Conheço alguns deles que tentaram remover a dificuldade abrandando a aparente severidade da palavra arrependimento, expondo-a de acordo com o termo grego equivalente e mais usual, um termo que ocorre no original grego de meu versículo e significa ‘mudar a mente’” Spurgeon, Charles Haddon, Cristo ordenou o arrependimento, série de artigos Editora Fiel, disponibilizados pelo projeto Spurgeon.

Para Spurgeon o arrependimento deve ser mais severo, como se lê: “O evangelho é um mandamento, é um mandamento que se explica em duas ordens: “arrependei-vos e crede no evangelho”. Conheço alguns irmãos bem excelentes — aprouvera a Deus que houvesse mais desses irmãos — que, em seu zelo por pregar a fé simples em Cristo, têm sentido um pouco de dificuldade no assunto do arrependimento (…) Aparentemente, eles interpretam o arrependimento como algo mais brando do que o concebemos, uma mudança simples na maneira de pensar. Ora, desejo sugerir a esses queridos irmãos que o Espírito Santo nunca prega o arrependimento como uma trivialidade. A mudança na maneira de pensar e no entendimento, sobre a qual o evangelho fala, é uma obra mais profunda e solene e não deve ser depreciada por motivo algum. Além disso, há outra palavra também usada no original grego que significa arrependimento; não é usada com frequência, eu admito. Ela significa “uma preocupação posterior”, aproximando-se mais do sentido de tristeza ou ansiedade do que aquela que significa mudar a maneira de pensar. No verdadeiro arrependimento, deve haver tristeza e ódio para com o pecado; do contrário, li a minha Bíblia sem qualquer propósito… O arrependimento significa realmente uma mudança na maneira de pensar. Mas é uma mudança completa do entendimento e de tudo que está na mente. Por isso, inclui iluminação, a iluminação do Espírito Santo. Acho que inclui uma descoberta da iniquidade e ódio para com o pecado, sem os quais não pode haver arrependimento autêntico. Penso que não devemos subestimar o arrependimento. É uma graça bendita de Deus, o Espírito Santo; é uma graça absolutamente necessária para a salvação” Spurgeon, Charles Haddon, Cristo ordenou o arrependimento, série de artigos Editora Fiel, disponibilizados pelo projeto Spurgeon (grifo nosso).

Observe que ao criticar alguns irmãos que diziam que o arrependimento é mudança de pensamento, de concepção acerca de uma matéria, que traduz o sentido mais usual da palavra do grego, Spurgeon acusa-os de abrandar a aparente severidade que há na palavra “Conheço alguns deles que tentaram remover a dificuldade abrandando a aparente severidade da palavra arrependimento…” Idem. Resta a pergunta: há severidade na palavra arrependimento, ou aparência de? Há como conceber o arrependimento de modo mais brando? O que seria arrependimento trivial? É possível depreciar o arrependimento?

Uma mudança na maneira de pensar dos judeus era algo simples de ocorrer? Não, porque mudança de pensamento não é algo simples.

A mudança na maneira de pensar e no entendimento proveniente do evangelho já é obra profunda e solene. Existe um modo de torná-la mais profunda?

Uma mudança incompleta de pensamento pode ser rotulada como arrependimento? Não!

Portanto, não há como tornar o arrependimento mais profundo, ou mais brando. Mudança é transformação radical, e neste conceito não há meio termo.

Apesar de enfatizar em seguida que arrependimento (realmente) é mudança na maneira de pensar, Spurgeon tenta acrescentar-lhe certa gravidade com a aplicação de alguns adjetivos: completa mudança de entendimento e de tudo que está na mente. E ele não para por ai, incluiu ao termo arrependimento, por conta e risco, iluminação, descoberta da iniquidade e ódio para com o pecado “Por isso, inclui iluminação, a iluminação do Espírito Santo. Acho que inclui uma descoberta da iniquidade e ódio para com o pecado…” (Idem), (ele não tinha certeza), pois sem estes aspectos, que ele incluiu, Spurgeon presumiu de si mesmo que seria subestimar o arrependimento.

Ora, este entendimento de Spurgeon deve-se à forte influência puritana e não-conformista que ele teve desde pequeno e da luta que travou com o liberalismo teológico e da investida da Alta critica no final da sua vida, porém, sabemos que a tradução da palavra arrependimento não tolera agregar a ideia de abrandamento ou gravidade, pois o arrependimento não pode ser fracionado.

O que Spurgeon buscava alcançar de seus ouvintes ao incluir descoberta do pecado e ódio contra o pecado ao termo ‘metanoia’? Buscava arrependimento de atos passados ou de intenções? O arrependimento se dá uma vez, ou é uma questão a ser renovada periodicamente? O que exigir dos ouvintes através do arrependimento? Contrição? Confissão? Remorso? Reconhecimento? Conduta? Serviço?

A palavra arrependimento não deve mudar de sentido em função de quem o anuncia, pois ela não significa remorso, lamentar, abandonar condutas reprováveis do ponto de vista moral e comportamental, unir-se a uma religião ou denominação, visto que comporta um sentido único e exclusivo: mudança de ideia.

Por que não se deve aplicar o arrependimento às questões morais? Porque quem o exige segundo as relações humanas, passa a classificá-lo a seu bel prazer, rotulando quem quiser de não ter se arrependido genuinamente. Passará a ditar que tipo de iluminação é necessária para se chegar ao arrependimento e que tipo de conduta deve ser reprimida.

Bem alerta o apóstolo Paulo ( Cl 2:20 -23), que todos os cristãos estão mortos com Cristo quanto aos princípios do mundo, e por este motivo, não é para se sobrecarregar de ordenanças, como se vivêsseis no mundo. Que as ordenanças tais como: não toques, não proves, não manuseies, perecem pelo uso, pois são preceitos de homens.

Geralmente tais ordenanças em nome do arrependimento firmam-se em aparência de sabedoria, devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.

Devemos ter o cuidado de não mudar a ideia do arrependimento conforme as nossas disposições internas, visto que o arrependimento do qual Jesus falou é: mudem de ideia, mudem de mentalidade, reavaliem os seus conceitos.

O que demandou a necessidade do arrependimento? As ações errôneas dos homens? O fato de os homens serem pecadores? Em função de que os homens deviam arrepender-se?

À época de João Batista as pessoas eram as mesmas, as atitudes e condutas eram as mesmas e a condição dos homens diante de Deus era a mesma. O único evento que trouxe mudança radical era a chegada do reino de Deus: Cristo entre os homens.

O motivo da mensagem não repousava na atitude ou nas ações dos ouvintes, antes na chegada do reino de Deus.

Qual era o assunto que demandava, por parte dos judeus, mudança de mentalidade, de visão, de opinião, que a palavra grega ‘metanoia’ prestou-se ao propósito de Cristo e de seus seguidores?

Deveriam deixar de pensar que eram justos em função de serem descendentes da carne de Abraão. Deveriam deixar de pensar que eram justos em função das ações que executavam segundo a lei. Deviam deixar de pensar que eram melhores e que estavam em posição privilegiada em relação aos outros homens ( Lc 13:2 ).

A mudança de pensamento deveria ocorrer a este nível: “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo” ( Fl 3:8 ou 2 à 12 ). Este é o arrependimento esperado. Este arrependimento é completo e incluiu todas as nuances da mentalidade de um religioso fariseu, que foi o apóstolo Paulo.

Em nossos dias os homens devem abandonar todo e qualquer conceito que tiverem acerca da salvação que derive de questões morais ou comportamentais, ou que a salvação encontra-se em uma religião, denominação, em ações de ordem humanitária, meditação, sacrifício, ascetismo, etc.

E entender que sobre a humanidade pesa uma condenação em decorrência da desobediência de um só homem que pecou e, por causa dele, todos se tornaram pecadores. Mas, a misericórdia de Deus se revela graciosa, visto que, Jesus veio ao mundo salvar os que se haviam perdido e todos os homens sem exceção precisam de Cristo ( At 4:12 ).

Fonte Estudos Bíblicos

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Adore o Senhor na beleza da sua santidade

Salmos 96
 O cântico novo está atrelado à boca, à garganta, dos santos. Na no
ajuntamento solene dos santos (assembleia) o tema é Cristo, o cântico
novo ( Sl 149:1 ), pois os santos proclamam os altos louvores de Deus.
Proclamar os altos louvores de Deus é o mesmo que empunhar a espada do
espírito, que é a palavra de Cristo “Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e espada de dois gumes nas suas mãos” ( Sl 149:6 ; Ef 6:17 ; Jo 6:63 ; Hb 4:12 ).

 
Introdução

O Salmo 96 também foi registrado no
livro das Crônicas dos reis de Israel. No primeiro livro das Crônicas,
no capítulo 16, os levitas trouxeram a Arca do Senhor que estivera sob o
poder dos filisteus à cidade de Davi, e a colocaram em uma tenda que
Davi havia erguido para aquela finalidade ( 1Cr 16:1 ).

Em seguida foi oferecido ao Senhor sacrifícios pacíficos e, ao final,
Davi abençoou o povo em nome do Senhor. Para marcar o retorno da Arca
do Senhor, naquele dia Davi distribuiu ao povo um pão, um bom pedaço de
carne e um frasco de vinho ( 1Cr 16:2 ).

Davi também colocou alguns dos levitas perante a arca do Senhor por
ministros com a função de recordarem, louvarem e festejarem ao Senhor.
Ficou registrado nas Crônicas que Asafe era o chefe e Zacarias o segundo
no ministério. Que Jeiel, Semiramote, Matitias, Eliabe, Benaia e
Obede-Edom utilizavam alaúdes e harpas para falar ao povo, e Asafe, por
sua vez, falava ao som de címbalos. Já os sacerdotes Benaia e Jaaziel
continuamente tocavam trombetas perante a arca da aliança de Deus.

Davi entregou aos profetas salmos, sendo o Salmo 96 um dos que lhes foi entregue naquele dia
“Então naquele mesmo dia Davi, em primeiro lugar, deu o seguinte salmo
para que, pelo ministério de Asafe e de seus irmãos, louvassem ao
SENHOR” ( 1Cr 16:7 ).

Como já relatamos, os salmos são profecias transformadas em poesias
para serem cantadas ao som de instrumentos musicais para facilitar a
memorização do povo de Israel, que na sua grande maioria à época não
sabiam ler ( 1Cr 25:1 -9).

Também já demostramos pelas escrituras que os salmistas não
compuseram os salmos com base em suas vidas terrenas, antes que os
salmos tinham em vista o Messias, o Descendente prometido a Abraão – o
Filho de Davi.

A poesia hebraica não privilegiava a rima e o ritmo, antes
evidenciavam uma cadencia de pensamentos e ideias através de um recurso
próprio denominado ‘paralelismo’.


Cânticos proféticos

Quando lemos: “Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR toda a terra”
(v. 1 ; Sl 98:1 ), é possível observar um convite para que os
habitantes da terra entoem um cântico novo. Mas, como entoar um cântico
novo? Qual é o cântico novo?

Ao falar do ‘cântico novo’, o Dr. Russell Shedd em um e-book
disponível na web intitulado ‘Adoração Bíblica’ fez o seguinte
comentário: “O cântico deve ser novo,
pois a adoração pode perder seu brilho se a ferrugem das ações de graça
rotineiras não forem constantemente renovadas sob a orientação do
Espírito. A repetição de frases milenares toma-se algo enfadonho. Uma
novo cântico abre a visão da glória do paraíso (Ap 5.9). Temas
desgastados pela repetição acabam como apontamentos de aula,
transferidos da apostila do professor para o caderno do aluno, sem
penetrar na mente de nenhum deles!”
Shedd, P. Russeel, Adoração bíblica, Sociedade Religiosa Edições Vida Nova Copyright © 1987 – S.R. Edições Vida Nova.

O Dr. Russell enfatiza que o cântico deve ser novo, porém, não diz
qual é o cântico novo. Como é possível a adoração ser passível de um
‘desgaste’? A adoração decorre de frases e temas que se desgastam com o
tempo?

Ora, a adoração jamais perde o seu brilho, porque o cântico novo é
proveniente de Deus, visto que a sua palavra se renova a cada manhã e
permanece para sempre “Os teus estatutos têm sido os meus cânticos na casa da minha peregrinação” ( Sl 119:54 ; Sl 103:18 ); “Então
a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se
dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o SENHOR a estes” ( Sl 126:2 ).

O cântico novo não é fruto da imaginação e da inspiração da alma do
homem, antes ele decorre das obras que Deus opera em prol do seu povo
conforme a sua palavra. O Salmo 103 é um exemplo de cântico novo, pois
nele são enumeradas todas as benesses que Deus faz para com o homem.

O homem deve cantar a Deus um cântico novo em função das suas
maravilhas, e a maior maravilha está em Deus ter manifesto a sua destra,
desnudando o seu santo braço aos homens ( Sl 98:1 ; Is 52:10 ). Cristo é
o tema do novo cântico, pois Ele é o braço do Senhor desnudado perante
todos os povos “Perto está a minha justiça, vem saindo a minha salvação, e os meus braços julgarão os povos; as ilhas me aguardarão, e no meu braço esperarão” ( Is 51:5 ).

Quando Isaias profetiza acerca de Cristo, o Servo do Senhor, temos o tema do cântico novo: “Cantai ao SENHOR um cântico novo, e o seu louvor desde a extremidade da terra…” ( Is 42:10 ), pois aonde se dizia: “Não há paz” ( Is 48:22 ), através de Cristo passou a ser anunciado: “Eu crio os frutos dos lábios: paz, paz, para o que está longe; e para o que está perto, diz o SENHOR, e eu o sararei” ( Is 57:19 ).

É o Senhor Deus que cria o ‘novo cântico’, o novo cântico é o fruto
dos lábios que professam a Cristo ( Hb 13:15 ), pois Cristo é a nossa
paz “SENHOR, tu nos darás a paz, porque tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras” ( Is 26:12 ). Quem anuncia as boas novas de salvação em Cristo, canta um cântico novo “Quão
formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que
faz ouvir a paz, do que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação, do que
diz a Sião: O teu Deus reina!” ( Is 52:7 ).

Quem vê a Cristo e o teme, confiando n’Ele, tem um novo cântico posto na boca, um hino a Deus “E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR” (
Sl 40:3 ). O hino que foi posto na boca do salmista diz de Cristo, pois
Deus nunca foi visto por ninguém, mas o Filho revelou o Pai, de modo
que todos os que nele creem veem a Deus “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” ( Jo 1:18 ; 1Jo 4:12 -14).

Ter um novo cântico na boca é o mesmo que ter a boca cheia de bens,
pois a todos os que creem é dado poder para serem feitos filhos de Deus “Que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia”
( Sl 103:5 ; Jo 1:12 -13). Para que o homem seja feito filho de Deus,
necessário é nascer de novo, ou seja, renovar as suas forças em Deus “Mas
os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como
águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” ( Is 40:31 ).

O cântico novo está atrelado à boca, à garganta, dos santos. Na no
ajuntamento solene dos santos (assembleia) o tema é Cristo, o cântico
novo ( Sl 149:1 ), pois os santos proclamam os altos louvores de Deus.
Proclamar os altos louvores de Deus é o mesmo que empunhar a espada do
espírito, que é a palavra de Cristo “Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e espada de dois gumes nas suas mãos” ( Sl 149:6 ; Ef 6:17 ; Jo 6:63 ; Hb 4:12 ).

Quando o Salmista convoca toda a terra para cantar um cântico novo,
demonstra que a salvação de Deus tem por alvo todos os homens, ou seja,
que a mensagem do evangelho não se restringe ao povo de Israel ( Jo 1:17
). Se o cântico novo pode ser entoado por todas as gentes, isto
significa que o cântico novo está intimamente ligado ao evangelho que
fora anunciado primeiramente a Abraão: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti” ( Gl 3:8 ).

No que consiste cantar, bendizer ao Senhor? Cantar, bendizer, entoar um cântico novo é o mesmo que ‘anunciar a Salvação de Deus de dia em dia’, ou seja, proclamar o evangelho, produzir o fruto dos lábios ( Hb 13:15 ); “Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia” (v. 2); “Tributai ao SENHOR a glória de seu nome; trazei presentes, e vinde perante ele; adorai ao SENHOR na beleza da sua santidade” ( 1Cr 16:29 ).



O que nos garante que ‘cantar’, ‘bendizer’ ou ‘entoar um cântico
novo’ é o mesmo que ‘anunciar a salvação do Senhor’? O paralelismo da
poesia hebraica nos garante, pois a estrofe: “Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia”, contém dois casos específicos de paralelismo: 1) Sinônimo – a segunda frase repete o pensamento da primeira linha, e; 2) Sintético – a segunda frase completa ou aumenta o pensamento da primeira.

Quem canta, bendiz e vice versa, ou seja, quem canta, bendiz porque
anuncia as boas novas do evangelho, que é salvação de Deus ( Rm 1:16 ).

Porque o salmista ordena que se anuncie entre as nações a glória do Senhor? “Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas” (v. 3). Por dois motivos: 1) “Porque grande é o SENHOR, e digno de louvor, mais temível do que todos os deuses” (v. 4), e; 2) “Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o SENHOR fez os céus” (v. 5).

Qual é a glória do Senhor? Ora, a bíblia demonstra que a glória de Deus é Cristo “O
qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua
pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo
feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à
destra da majestade nas alturas” ( Hb 1:3 ).

Quais são as maravilhas de Deus? A salvação da humanidade! Enquanto
os deuses dos povos são ídolos, o Senhor descrito pelo salmista é grande
e digno de louvor. Ora, sabemos que Cristo é o Senhor, digno de louvor,
pois foi Ele quem fez os céus e a terra e tudo que nela há “NO
princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e
sem ele nada do que foi feito se fez” ( Jo 1:1 -3); “Mas,
do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos;
Cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e odiaste a
iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu Com óleo de alegria mais
do que a teus companheiros. E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a
terra, E os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão, mas tu
permanecerás; E todos eles, como roupa, envelhecerão, E como um manto os
enrolarás, e serão mudados. Mas tu és o mesmo, E os teus anos não
acabarão” ( Hb 1:8 -12).

O salmista descreve o Messias pleno de glória e majestade, pleno de
poder e de formosura em sua habitação. Diante de tamanho esplendor, o
salmista ordena às famílias da terra a se rederem ao Senhor, ou seja,
‘tributa-se gloria e força ao Senhor’ quando o homem se render ao
Senhor. É o mesmo que dizer: “Digna-te em salvar-nos”! “Glória
e majestade estão ante a sua face, força e formosura no seu santuário.
Dai ao SENHOR, ó famílias dos povos, dai ao SENHOR glória e força” (v. 6 e 7; Sl 40:13 ).

Quando o salmista convoca os homens à ‘dar glória ao Senhor’, não
quer dizer que o homem é capaz de acrescentar glória Àquele que é pleno
de glória. Deus não carece de glória e reconhecimento, antes, quando o
homem reconhece que necessita de Deus, está ‘tributando’ glória a Deus,
pois é neste momento que Deus realiza a sua obra “Digna-te, SENHOR, livrar-me: SENHOR, apressa-te em meu auxílio” ( Sl 40:13 ); “Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios” (v. 8 ; Jo 6:29 ; Sl 145:10 ; Ef 1:12 ).

É Deus que estabeleceu a sua glória ao resgatar das trevas homens que
são transportados para o reino do Filho do seu amor. Somente após Deus
arrancar o homem do charco de lodo é que Deus coloca na boca um novo
cântico “Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR” ( Sl 40:2 -3).

Como adorar o Senhor na beleza da sua santidade? A resposta vem a seguir: tremendo diante d’Ele, ou seja, obedecendo ao Senhor “Adorai ao SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra” (v. 9) “Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro” ( Is 8:13 ); “Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor” ( Sl 2:11 ); “De
sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha
presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a
vossa salvação com temor e tremor” ( Fl 2:12 ).

É equivocada a ideia de que Deus inspira medo, terror, em suas criaturas “Sua grandeza inspira temor. Quem teria coragem de aproximar-se de um Ser de tamanha importância?!” (Idem).
Em primeiro lugar, Deus não aterroriza as suas criaturas; Em segundo
lugar, é impossível ao homem aproximar-se de Deus, mesmo com coragem,
porque é Deus que se aproximou do homem ao enviar o mediador, Jesus
Cristo homem.

A palavra de Deus é o temor, e obedecer à palavra é tremor, como se lê: “Ouvi
a palavra do SENHOR, os que tremeis da sua palavra. Vossos irmãos, que
vos odeiam e que para longe vos lançam por amor do meu nome, dizem: Seja
glorificado o SENHOR, para que vejamos a vossa alegria; mas eles serão
confundidos” ( Is 66:5 ). Cristo é o temor do Senhor, pois Ele é a
encarnação do Verbo, e todos os que O obedecem adoram-No na beleza da
sua santidade “ORA, amados, pois que temos
tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do
espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” ( 2Co 7:1 ); “Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR” ( Sl 34:11 ).

Quando o apóstolo Pedro ordena que os cristãos santifique o Senhor em
seus corações, ele fez referencia a Cristo, pois Cristo é a pedra que
os edificadores rejeitaram “Ao SENHOR dos
Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso
assombro. Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de
tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e
laço aos moradores de Jerusalém. E muitos entre eles tropeçarão, e
cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos” ( Is 8:13 ; 1Pe 3:15 ).

Profeticamente o salmista ordena aos povos que adorem a Cristo, pois
Ele é Senhor sobre a terra e o céu, pois Davi O chama de Senhor “Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho?” ( Mt 22:45 ; Sl 110:1 ).

O salmista é claro: é necessário anunciar às nações que Jesus é rei e
reina, pois o seu reino foi estabelecido em justiça e verdade “Dizei entre os gentios que o SENHOR reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão”
(v. 10). Foi Ele quem fundou a terra, de modo que ela não vacilará. Do
mesmo modo que a terra não vacila porque Ele a sustem, Ele reinará e
julgará os povos com retidão ( Is 32:1 ; Lc 1:33 ).

Em seguida o salmista conclama aos seus que se alegrem pelo regozijo
estabelecido sobre a terra. Há alegria nos céus por um pecador que se
arrepende! Toda a criação geme na expectativa da aparição dos filhos de
Deus! “Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude” (v. 11 ; Rm 8:18 ; Lc 15:10 ).

Quando o salmista ordena, dizendo: “Alegre-se o campo com tudo o que há nele”
(v. 12), ele fala por enigmas, pois o campo é o mundo, e tudo que nele
há refere-se aos povos. Aqueles que buscam a salvação do Senhor se
regozijarão, pois tornar-se-á plantação do Senhor, árvores de justiça.

Na presença do senhor há abundância de alegria, por isso é que o
salmista manda os povos jubilarem ante a face de Cristo, pois é certo
que Ele virá e julgará os povos “Ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade” (v. 13; Mt 25:31 -34).

O resplendor de Deus se vê na face de Cristo, pois Ele é o sol nascente das alturas por quem os homens são salvos “Faze-nos voltar, ó Deus, e faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos” ( Sl 80:3 ); “Porque
Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem
resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da
glória de Deus, na face de Jesus Cristo” ( 2Co 4:6 ).

 


Adorando na beleza da Santidade

Cantar ao Senhor e celebrar a santidade do Senhor só é possível aos santos “Cantai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e celebrai a memória da sua santidade” ( Sl 30:4 ).

A adoração não decorre de liturgias, cultos, oferendas, sacrifícios,
etc., antes a essência da adoração é a nova criatura, obra que louva a
Deus ( Sl 145:10 ; Ef 1: 12), pois é gerada segundo Deus em verdadeira
justiça e santidade.

Para adorar a Deus na beleza da sua santidade é necessário crer em
Cristo, santificando-O como Senhor em seu coração ( 1Pe 3:15 ), ou seja,
crendo nele como o Filho de Davi, o Filho do Deus bendito.

Quando o homem crê em Cristo está tomando sobre si a sua própria cruz
e seguindo após Cristo. Ao crer em Cristo o homem morre, é sepultado e
ressurge com Ele uma nova criatura. No momento em que o homem é de
criado de novo, com um novo coração e um novo espírito, é que Deus
‘encontra’ o verdadeiro adorador.

No momento em que o homem é regenerado (nasce de novo), surge um
adorador que adora a Deus em espírito e em verdade, pois foi criado
segundo Deus, em verdadeira justiça e santidade.

O verdadeiro adorador reúne em si mesmo os quesitos essenciais ao
culto a Deus, pois ao nascer de novo torna-se pedra viva que compõe o
edifício espiritual em que Deus habita. Tem-se no novo homem o templo em
que Deus faz morada, templo, casa, tabernáculo.

O novo homem também exerce sacerdócio santo, pois oferece sacrifícios
espirituais agradáveis a Deus. Como sacerdócio real, o cristão oferece o
fruto dos lábios e apresenta o seu próprio corpo em sacrifício vivo (
Rm 12:1 ; Hb 13:15 ).

O que é o fruto dos lábios? ( Hb 13:15 ) É o cântico novo que fala da
majestade de Cristo, da sua força e da glória do seu reino ( Sl 145:5
-6 e 11).

Sem crer em Cristo, o Senhor dos exércitos, é impossível agradar e
aproximar-se de Deus, mas aos que creem n’Ele, criados de novo na
condição de filhos, O adoram na beleza da sua santidade “Ó
SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em
santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?” ( Ex 15:11 ).

É um equivoco a ideia de que o homem consegue se santificar, antes é
Deus que santifica o homem ao cria-lo em verdadeira justiça e santidade “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” ( Jd 1:24 ); “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” ( Ef 5:27 ); “No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis” ( Cl 1:22 ).

Falas equivocadas acerca da santidade são reproduzidas aos montes sobre os púlpitos cristãos, tais como: – ‘Aquele que quer adorar a Deus não deve fazê-lo com sua vida de qualquer maneira’
– afirmando que a santificação está atrelada à mudança de
comportamento, porém, as Escrituras afirma que o homem é santificado
quando é gerado de novo, qusando o homem passa a estar escondida com
Cristo em Deus.

Dizem também: – ‘Para que a adoração seja aceita, Deus quer ver santidade no adorador’
– Quem deseja ver santidade é o pregador de mensagens semelhantes a
esta, pois julgam os outros segundo a vista, e não segundo a reta
justiça “Vós julgais segundo a carne; eu a ninguém julgo” ( Jo 8:15 ); “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”
( Jo 7:24 ). No homem gerado da carne e do sangue Deus não vê
santidade, porém, no novo homem gerado em Cristo, Deus vê santidade,
pois ao gerar o novo homem, a natureza de Deus é implantada nele ( 2Pe
1:4 ).

E, por fim, apresentam o seguinte verso como pretexto do que dizem: “Segui a paz com todos e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor” ( Hb 12:14 ; At 4:12 ).

Ora, é Cristo quem nos santificou “E é o
que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido
santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e
pelo Espírito do nosso Deus” ( 1Co 6:11 ). O escritor aos Hebreus
utilizou um recurso linguístico neste verso chamado metonímia*, onde
ele substitui o autor pela sua obra. A santificação é obra realizada por
Cristo, portanto, quem segue a Cristo, segue a santificação. O cristão
segue a Cristo, pois Ele é a nossa paz e a nossa santificação.

Portanto, quando lemos: Seguia a paz e a santificação, devemos
compreender que é recomendado seguir a Cristo, pois sem Cristo ninguém
verá a Deus “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” ( Ef 4:15 ); “… e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor”
( 2Tm 2:22 ). Neste verso ocorre o mesmo fenômeno linguístico. Cristo é
o caminho a verdade e a vida, portanto, o homem deve obedientemente
seguir a verdade – Cristo, pois Ele é o caminho que conduz a Deus “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra” ( Ef 5:26 ).

*Metonímia – é um emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles.Fonte: Estudos Biblicos





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Dia da Bíblia será comemorado em todo o Brasil

As atividades servem para incentivar a leitura entre os cristãos e também para evangelizar pessoas em todo o país

Dia da Bíblia será comemorado em todo o Brasil

No próximo domingo (9) comemorações em todo o Brasil marcarão a celebração do Dia da Bíblia, com cultos especiais, carreatas, concentrações, maratonas de leituras, distribuição de Bíblias, jograis e outras atividades que remetem à data.

A Sociedade Bíblica do Brasil disponibilizou um site para as igrejas e ministérios que precisam de dicas de atividades para celebrar esta data que mostra a importância do livro mais vendido no mundo.

O Dia da Bíblia é comemorado todo o segundo domingo do mês de dezembro, a data é lembrada há séculos, pois foi criada em 1549 na Grã-Bretanha pelo bispo Cranmer que inclui a data no livro de orações do Rei Eduardo VI.

A data passou a ser lembrada como um dia de intercessão para que as pessoas se voltassem para a Palavra de Deus. No Brasil a celebração acontece desde 1850, mas passou a ganhar manifestações públicas apenas em 1948 quando a SBB encabeçou um evento no Monumento do Ipiranga em São Paulo.

Desde 2001 o Dia da Bíblia foi reconhecido através de uma Lei Federal e hoje faz parte do calendário oficial brasileiro.

Para participar das comemorações ou criar atividades em sua igreja acesse o site do Dia da Bíblia e veja como é possível celebrar ao Livro Sagrado do cristianismo, quer seja se aprofundando em conhecimento ou evangelizando.

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O FIM DOS TEMPOS E 3 PERGUNTAS

O FIM DOS TEMPOS E 3 PERGUNTAS3
O FIM DOS TEMPOS E 3 PERGUNTAS

 

“Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estais coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e

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